Recobrimento radicular com associação de procedimentos plásticos e regenerativos – relato de caso - VIP ImplantePerio

Recobrimento radicular com associação de procedimentos plásticos e regenerativos – relato de caso

A Periodontia mudou o seu enfoque nos últimos anos, deixando de preocupar-se exclusivamente com a prevenção e o tratamento das doenças e passando a buscar alternativas efetivas para a re- construção dos tecidos perdidos.

A recessão gengival é de nida como a migração apical da margem gengival em relação à junção cemento-esmalte (JCE)10. Sem dúvida alguma, a presença de recessão gengival torna o sorriso menos atraente, representando uma queixa freqüente dos pacientes. No entanto, sua presença também pode estar associada a problemas funcionais como a hipersensibilidade cervical, lesões cervicais cariosas e não cariosas e maior probabilidade de acúmulo de bio lme5. As recessões podem acometer dentes isolados ou grupos de dentes adjacentes. Segundo Baker e Seymour1, a etiologia dessas lesões está associada à in amação produzida por acúmu- lo de bio lme ou por trauma de escovação, sendo encontrada em populações com alto e baixo índice de higiene bucal. Existem várias técnicas com o objetivo de recobrir a superfície radicular, e a previsibilidade delas está principalmente associada à altura do osso proximal4. Outros fatores, como quan- tidade de gengiva queratinizada, espessura gengval, presença/ausência de lesões cervicais, altura e largura das papilas podem in uenciar na decisão da técnica mais apropriada para o recobrimento das raízes expostas. Da Silva et al.9 observaram que a mesma quantidade de recobrimento radi- cular pode ser alcançada com o retalho colocado coronal (RCC) associado ou não ao enxerto sub-epitelial de tecido conjuntivo (ESTC), no entanto, se o aumento das dimensões gengivais (quantidade de gengiva queratinizada e espessura gengival) for desejável, a técnica combinada deve ser usada. Incisões verticais relaxantes são freqüentemente usadas para favorecer a elongação coronal do retalho, diminuindo sua tensão, que pode interferir com a estabilidade inicial da margem gengival e prejudicar o potencial de recobrimento7. Técnicas regenerativas utilizando materiais de preenchimento, membranas e proteínas derivadas da matriz do esmalte podem ser associadas aos procedimentos plásticos periodontais, modi cando o padrão de relacionamento entre a parte interna do retalho e a superfície radicular, e favorecendo a formação de novo osso, cemento e ligamento periodontal2,4.

No caso clínico apresentado, o paciente do gêne- ro masculino, com 40 anos de idade, melanoderma e com boa saúde geral, procurou atendimento com queixa de insatisfação estética e halitose. Ao exame clínico constatou-se doença periodontal crônica em alguns sítios e a presença de uma recessão gengival isolada no dente 23 (classe II de Miller). Devido à extensão da superfície radicular exposta, o planejamento cirúrgico considerou a terapia em 2 etapas. O primeiro pro- cedimento foi realizado utilizando o retalho posicionado coronal, com o desenho das incisões propostas por Pini Prato et al.6,8 associada à RTG. Após 3 meses foi con- duzido o segundo procedimento, utilizando uma nova abordagem denominada técnica em “L”. O acompanhamento clínico e radio- grá co após 3 anos demonstra a manuten- ção da estabilidade tecidual, sugerindo efe- tividade funcional e estética da associação das terapias plástica e regenerativa.

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