Video clínico

Recobrimento Periodontal e Peri-Implantar em Áreas Adjacentes

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O vídeo descreve a compensação de discrepância da altura da margem gengival e aumento de volume peri-implantar com enxerto de tecido conjuntivo.  Previamente ao procedimento cirúrgico, o limite cervical da coroa protética foi delimitado para realização dos ajustes dos contornos crítico e sub-crítico, possibilitando o ganho de tecido nos sentidos horizontal e vertical. Notar que apesar da deficiência tecidual, o implante não encontrava-se vestibularizado, justificando sua manutenção.  Após a remoção da coroa aparafusada, o enxerto de tecido conjuntivo previamente removido do palato foi posicionado sobre a área receptora para ajustes de sua dimensão. A partir da margem gengival dos dentes adjacentes (21 e 23) foi realizado um retalho de espessura total com auxílio de tunelizadores. Na sequência, foi realizada a divisão do retalho vestibular a partir da margem gengival com a utilização de micro-lâminas e complementação com tunelizadores. Notar que a liberação foi realizada até os dentes adjacentes e ultrapassando o limite da linha mucogengival, garantindo a criação do espaço necessário para a acomodação do enxerto e também a devida passividade na mobilização do retalho. A liberação foi mais extensa na região do 23, visando o reposicionamento coronário para o recobrimento radicular. O enxerto foi posicionado e estabilizado ao retalho vestibular com suturas com fio de polipropileno (dois pontos nas áreas interproximais). Notar que a sequência da sutura considerou os seguintes passos:

1) Transfixação do retalho de epitélio para conjuntivo;

2) Transfixação do enxerto em dois pontos;

3) Transfixação do retalho de conjuntivo para epitélio;

4) Estabilização do nó por vestibular, primando pela acomodação do enxerto próximo a margem gengival.

Finalmente, foram realizados três suturas de tracionamento coronal do retalho, estabilizando os nós sobre os pontos de contato. Observar que nessa técnica é realizada somente a transfixação vestibular (retalho e enxerto ou só retalho), seguida da passagem do fio sob o ponto de contato, sem nenhuma transfixação do tecido palatino. Notar o eficiente posicionamento coronal da margem, bem como, o significativo aumento de volume obtido com a abordagem proposta.